O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta-feira (5) sua renúncia ao cargo, em meio a uma crise financeira envolvendo o banco digital Ueno Bank. A instituição foi alvo de intervenção do Banco Central paraguaio após apresentar grave insuficiência de capital.
A crise deixou cerca de três milhões de paraguaios sem acesso às próprias contas bancárias, provocando protestos e aumentando a pressão sobre o governo.
Antes do anúncio da renúncia, deputados da oposição haviam apresentado formalmente um pedido de impeachment contra Peña e o vice-presidente Pedro Alliana. O documento recebeu 35 assinaturas e apontava suspeitas de conflito de interesses e questionamentos sobre a evolução do patrimônio do presidente.
Peña havia assumido a Presidência em 2023 e tinha mandato previsto até 2028. Ele manteve participação em um grupo empresarial ligado ao Ueno Bank até 2025.
A crise financeira também provocou a saída do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, após o agravamento dos problemas envolvendo a instituição.
O caso provocou instabilidade política e financeira no país, enquanto autoridades tentam garantir a devolução dos valores aos clientes afetados.
Band Jornalismo
