As forças de segurança do Rio Grande do Norte deflagraram, na manhã desta quinta-feira (12), uma operação dentro da terceira fase da Operação Território Seguro, para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão contra suspeitos de integrar facções criminosas nas cidades de Natal e Parnamirim.
Até o início da tarde desta quinta-feira (12), foram registradas 14 prisões.
Na capital, a ação policial teve focos na Zona Leste, nos bairros de Mãe Luíza e Rocas, além dos bairros Cidade da Esperança e Nossa Senhora de Nazaré e Quintas, na Zona Oeste.
Em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, a ação ocorreu no bairro Monte Castelo.
As investigações da Polícia Civil começaram após sucessivos conflitos entre facções criminosas registrados na Zona Leste da capital nos últimos meses de 2025. Foram identificados integrantes dos grupos, além de pessoas vinculadas a eles que, em tese, prestariam apoio logístico.
"Com isso, inicisou-se uma investigação para a gente mapear quem seriam os criminosos que estariam fazendo isso. Em dezembro deflagramos uma primeira fase da operação, primeiro alguns indivíduos e hoje, na continuidade investigativa, conseguimos prender mais", afirmou o delegado Joacir Rocha, da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor).
Investigados
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do RN, foram identificados diversos suspeitos, entre integrantes e colaboradores das organizações, além de endereços possivelmente utilizados para a guarda e ocultação de armamentos. As identidades dos suspeitos não foram divulgadas.
Ainda de acordo com a polícia, também foram identificados indivíduos que, em tese, promovem e enaltecem facções criminosas por meio de músicas com conteúdo de apologia a crimes e a criminosos, contribuindo para a disseminação da chamada “narcocultura”.
Outros crimes investigados
Paralelamente, as investigações também alcançam grupos suspeitos de envolvimento em arrombamentos de veículos, praticados com o uso de chave de fenda ou de dispositivos bloqueadores de sinal, conhecidos como “chapolim”.
No contexto dessas apurações, foram identificados indícios da prática de crimes como receptação, adulteração de veículo automotor, tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico e comércio irregular de arma de fogo.
Cerca de 300 policiais envolvidos
A operação contou com a mobilização direta de mais de 300 agentes das forças de segurança envolvidas e tem como principal finalidade, segundo a polícia, desarticular facções criminosas e enfraquecer suas estruturas logísticas e operacionais no estado.
Participaram da ação a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, a Polícia Militar, a Polícia Penal, o Ministério Público do Estado e o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER).
Território Seguro
A Operação Território Seguro marca o avanço para uma etapa de atuação repressiva qualificada, com foco na desarticulação de organizações criminosas e na responsabilização penal dos integrantes.
















