Um homem de 33 anos foi preso preventivamente nesta quarta-feira (4), em Parnamirim, na Grande Natal, suspeito de exercer ilegalmente a medicina e utilizar a identidade profissional de outro médico para atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em três municípios do Rio Grande do Norte.
A prisão ocorreu durante a Operação Alter Ego, deflagrada pela Polícia Civil, que também cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do investigado.
Segundo as investigações, o suspeito utilizava indevidamente dados pessoais, carimbo e número de registro profissional de um médico regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB). O profissional, cuja identidade teria sido utilizada, nunca teria trabalhado no Rio Grande do Norte.
De acordo com a Polícia Civil, o homem realizou atendimentos de urgência em hospitais públicos e unidades de pronto atendimento (UPAs) de Poço Branco, Taipu e Monte Alegre. Durante os atendimentos, ele também teria prescrito medicamentos controlados e injetáveis.
A corporação não divulgou os nomes das unidades de saúde, o período em que o suspeito teria atuado nem a quantidade de pacientes atendidos.
Suspeito também usava identidade falsa nas redes sociais
As apurações apontaram ainda que o investigado se apresentava como médico em perfis nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Ele também teria utilizado contas de e-mail fraudulentas para tentar induzir órgãos de controle e fiscalização a erro.
O nome da operação, Alter Ego, faz referência à utilização da identidade e das credenciais profissionais de outra pessoa, estratégia que, segundo a polícia, era empregada pelo suspeito para exercer ilegalmente a medicina e obter vantagem econômica.
Após a prisão, o homem foi conduzido à unidade policial, onde foi interrogado e submetido aos procedimentos legais. Em seguida, foi encaminhado ao sistema prisional, permanecendo à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar uma possível participação de terceiros na facilitação de contratos e cadastros funcionais que teriam permitido a atuação do suspeito.
Informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas anonimamente pelo Disque Denúncia 181.
Agora RN
