Os terremotos de magnitude de 7,5 e 7,2 que atingiram a Venezuela na noite desta quarta-feira (24) deixaram ao menos 920 mortos e 3260 feridos, informou a presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, na tarde desta sexta-feira (26).
Entre os mortos, o governo brasileiro confirmou, na noite desta quinta-feira (25), que dois brasileiros estão entre as vítimas fatais.
O epicentro dos tremores, com diferença de 40 segundos, foi detectado a cerca de 160 quilômetros a leste da capital, Caracas, no município de Montalbán, no estado de Carabobo, na região central da Venezuela. O terremoto teve uma profundidade de 13,2 quilômetros, por isso foi classificado como um sismo superficial, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) - um dos tremores foi o mais forte registrado no país em 126 anos.
O USGS estimou ainda que os terremotos poderão deixar um saldo potencial de 10 mil a 100 mil mortes, segundo a avaliação preliminar de seu sistema PAGER, que também prevê grandes perdas econômicas.
As equipes de resgate correm contra o tempo para salvar vítimas que ainda estariam nos prédios que desabaram.
Venezuelanos criaram um site colaborativo para registrar parentes e amigos que ainda não foram encontrados. Já são dezenas de milhares de cadastrados.
Resgate em curso
A presidente venezuelana disse ainda que foi ativada toda a rede de saúde pública e privada do país, especialmente nas áreas mais afetadas para o atendimento dos feridos. Ela também anunciou que não haverá aulas "nos próximos dias" desta semana, assim como todas aquelas atividades que não "são consonas com serviços essenciais".
Da mesma forma, indicou que houve impactos nos serviços de eletricidade e água, e que nos edifícios com danos estruturais foram feitos cortes no fornecimento de gás encanado. Os serviços de metrô e de trens também foram suspensos.
La Guaira, um estado litorâneo no norte do país e vizinho a Caracas, é a região mais afetada. Diversos prédios desabaram. Nessa região está localizado o Aeroporto Internacional de Maiquetía, que atende Caracas e é o principal do país, o qual foi fechado horas antes por Delcy Rodríguez devido aos graves danos sofridos. A presidente relatou que a região "tornou-se uma zona de desastre" tamanho os danos registrados.
