Morreu neste domingo (17), o sambista e compositor Osvaldo Alves Pereira, o Noca da Portela, aos 93 anos. O velório será aberto ao público na quadra da Portela na terça-feira (19). Ainda não há informações sobre horário.
Noca internou, no último dia 30 de abril com infecção urinária em um hospital em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Neste período, Noca recebeu visitas dos netos que passavam o tempo com o com ele cantando músicas da coletânea Flores em Vida, lançada em homenagem ao compositor.
A partir do sábado (9), o sambista sofreu uma piora no quadro de saúde. Segundo as netas por adquirir pneumonia no hospital.
Desde o dia 10 de maio estava no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), da unidade. A causa da morte não foi informada.
Noca deixa dois filhos, sete netos e três bisnetos. A Portela, escola de coração do sambista, decretou três dias de luto.
Mineiro de Leopoldina, Noca mudou-se criança para o Rio de Janeiro. A relação com a música começou com o estudo de violão e teoria musical na Ordem dos Músicos do Rio de Janeiro.
Nos anos 1960, foi levado pelo cantor e compositor Paulinho da Viola para a Portela.
Compôs sambas-enredo e várias músicas de sucesso, gravadas por cantores consagrados, como Virada, na voz de Beth Carvalho.
O compositor integrou o Trio ABC da Portela, ao lado de Picolino e Colombo, e deixou sua marca em obras como “Portela Querida”, defendida por Elza Soares, e no samba-enredo “O Homem de Pacoval”, de 1976.
Noca venceu sete vezes a disputa de samba-enredo na Portela, marca que o coloca como um dos maiores vencedores da história da agremiação.
Entre seus sambas vitoriosos estão “Recordar é viver”, de 1985, “Gosto que me enrosco”, de 1995, “Os olhos da noite”, de 1998, e “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal”, de 2015.
