Compartilhar nas Redes Sociais!

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Blog JS News | "UNIÃO" Morte do cão Orelha gera comoção nacional e une esquerda e direita por justiça

A morte do cão comunitário Orelha, agredido a pauladas na Praia Brava, em Florianópolis (SC), tornou-se um raro ponto de convergência no debate público brasileiro. A brutalidade do crime e os desdobramentos da investigação provocaram indignação que está atravessando diferenças políticas.

Em uma luta por justiça, o caso uniu esquerda e direita nas redes sociais.O cachorro Orelha vivia havia cerca de dez anos na região e era cuidado por moradores e frequentadores do bairro. Encontrado agonizando no dia 15 de janeiro, o animal foi levado a um hospital veterinário, mas precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.

Ao menos quatro adolescentes são apontados como suspeitos das agressões.As investigações avançaram nesta semana, após uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina cumprir mandados de busca e apreensão relacionados a maus-tratos e coação no curso do processo. Além dos adolescentes, três adultos — familiares dos suspeitos — foram indiciados por coagir testemunhas. Dois dos jovens investigados estão nos Estados Unidos e devem prestar depoimento nos próximos dias.

Nas redes sociais, a reação ao caso rompeu a lógica da polarização. Parlamentares alinhados à direita adotaram um discurso de punição e responsabilização.O deputado Kim Kataguiri (União-SP) pediu ajuda para localizar testemunhas e ampliar o alcance das denúncias.

Já o parlamentar Mário Frias (PL-SP) associou o episódio ao debate sobre maioridade penal e afirmou que “chega de impunidade”, defendendo que crimes precisam ter consequências. O deputado Delegado Bruno Lima (PP-SP) destacou o vínculo afetivo entre o cão e a comunidade. “Orelha era da comunidade, era de todos”, escreveu, ao declarar apoio às manifestações realizadas na Praia Brava e cobrar punição aos agressores.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), também se pronunciou, afirmando que a operação policial foi além dos atos atribuídos aos adolescentes e apura crimes como coação e ameaça. Em vídeo, disse que a repercussão nacional do caso mostra que a sociedade não aceita mais a crueldade contra animais.
O outro lado
No campo da esquerda, as manifestações tiveram tom igualmente firme. A deputada Érika Hilton (PSOL-SP) diz acompanhar os desdobramentos da investigação e alertou para o risco de proteção aos responsáveis por influência econômica.

O senador Fabiano Contarato (PT-ES) classificou a morte de Orelha como “totalmente revoltante” e relembrou sua atuação para endurecer as penas por maus-tratos a cães e gatos. Para o parlamentar, a lei não pode servir de abrigo para a crueldade.

A primeira-dama Janja Lula da Silva também se manifestou publicamente. Em um texto publicado no Instagram, ela afirmou que o caso vai além de um episódio isolado e funciona como alerta sobre a banalização da violência, a falta de limites e a impunidade.

Janja destacou que Orelha era um animal indefeso, cuidado pela comunidade, e se solidarizou com os moradores que cobram justiça.A comoção se espalhou pelas redes sociais, com a hashtag
#JustiçaPorOrelha, que já reúne milhares de publicações. Organizações e associações locais ressaltaram o papel afetivo do cão na vida do bairro e reacenderam o debate sobre a proteção de animais comunitários e a responsabilização em casos de maus-tratos.

Metrópoles