Um parente da mãe, que não quis ser identificado, contou ao PORTAL DA 98 FM que Raíre não tinha uma gravidez de risco. Desde o último domingo (18), no entanto, ela reclamava de desconforto. Chegou a fazer uma ultrassonografia, que não teria encontrado nada de anormal. Nesta quinta, o quadro se agravou e ela foi à unidade de saúde em busca de atendimento.
O parente conta que, desde o primeiro momento, a família cobrou que Raíre fosse transferida, mas isso não aconteceu. Não havia ambulâncias para a transferência, segundo testemunhas. Há relatos também de que um dos médicos ligava para colegas perguntando sobre como proceder.
“A gente solicitou que fosse solicitado o Samu para justamente encaminhar para Natal, porque a estrutura era melhor”, conta o familiar. Ele diz que, entre idas e vindas, o óbito da mãe e dos fetos foi confirmado às 19h30.
Os médicos informaram à família que a morte foi consequência de um sangramento interno provocado por acretismo placentário, que é quando a placenta invade o útero. O problema é raro.
Não era a primeira gestação de Raíre. Ela já era mãe de uma menina de 11 anos.
O caso gerou revolta na cidade logo após a confirmação dos óbitos. Populares se indignaram com o fato e começaram a depredar a unidade de saúde. A Polícia Militar foi chamada para conter os manifestantes e precisou retirar a equipe médica do local.
O sepultamento acontecerá na Praia de Zumbi, em Rio do Fogo, provavelmente neste sábado (24).
O PORTAL DA 98 FM procurou a Prefeitura de Rio do Fogo e a Secretaria Municipal de Saúde para esclarecer o caso, mas os contatos não foram respondidos.
