PATROCINADOR MASTER

PATROCINADOR MASTER

𝗕𝗹𝗼𝗴 𝗝𝗦 𝗡𝗲𝘄𝘀 | CRISE! Mais de 32 mil empresas deixam de operar na Argentina durante governo Javier Milei

Número de empregadores registrados caiu 6,3% desde dezembro de 2023; país também perdeu cerca de 121 mil empregos formais no setor privado em um ano.

Mais de 32 mil empresas deixaram de constar nos registros oficiais da Argentina desde que Javier Milei assumiu a Presidência, em dezembro de 2023. Os dados, divulgados pelo jornal La Nación e compilados a partir de registros da Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT), foram publicados neste sábado (10) e domingo (11).

Em novembro de 2023, antes da posse de Milei, o país tinha 512.357 empregadores registrados. Em julho de 2026, o número caiu para 480.067, uma redução de 32.290 registros, equivalente a 6,3%.

A queda, no entanto, não significa necessariamente que todas essas empresas tenham encerrado definitivamente suas atividades. Os dados contabilizam empregadores com pelo menos um trabalhador registrado no sistema de riscos do trabalho e também podem refletir mudanças societárias, reorganizações e alterações no quadro de funcionários.

Mercado de trabalho também registra perdas

A redução no número de empregadores ocorre em meio ao encolhimento do mercado de trabalho formal. Dados do Sistema Integrado Previdenciário Argentino (SIPA) indicam que o setor privado perdeu cerca de 121 mil postos de trabalho formais entre junho de 2025 e junho de 2026.

O total de trabalhadores registrados caiu de aproximadamente 6,216 milhões para 6,096 milhões no período.

Entre os fatores apontados para as dificuldades enfrentadas pelas empresas estão os custos operacionais elevados, o crédito caro, a carga tributária, a redução dos investimentos em obras públicas e a valorização da moeda argentina, que encarece parte dos custos de produção em dólares.

Atividade econômica apresenta retração

Os indicadores econômicos também apontam dificuldades. O Estimador Mensal de Atividade Econômica (EMAE), divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), registrou queda de 2,9% em julho de 2026 na comparação com junho, considerando os dados com ajuste sazonal.

Diante desse cenário, o Banco Mundial reduziu sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) argentino em 2026, de 3,6% para 2,1%. Analistas do mercado financeiro passaram a estimar uma expansão entre 1,2% e 1,5% neste ano.

Política econômica de Milei

Javier Milei assumiu a Presidência em dezembro de 2023 com a proposta de reduzir a inflação, cortar gastos públicos e reorganizar as contas do país. Desde então, seu governo implementa medidas de ajuste fiscal e redução da participação do Estado na economia.

Os números sobre empresas e empregos mostram os desafios enfrentados por diferentes setores da economia argentina durante esse processo.

Fonte: G1