Um candidato a deputado federal pelo Rio Grande do Norte foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (17), em Alexandria, no Alto Oeste potiguar, suspeito de tráfico de drogas e de envolvimento com uma organização criminosa.
Segundo a Polícia Civil, a prisão aconteceu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos pela 41ª Zona Eleitoral, dentro de uma investigação que apura ameaças contra eleitores e candidatos da região.
O candidato é Francisco Wender de Andrade, de 27 anos, conhecido politicamente como Wender Andrade. Ele disputa uma vaga de deputado federal pelo partido Mobiliza e teve o registro de candidatura deferido pela Justiça Eleitoral.
Drogas e dinheiro foram apreendidos
Os mandados foram cumpridos em endereços relacionados ao candidato nas áreas urbana e rural de Alexandria.
Durante as buscas, os policiais apreenderam dois tabletes de uma substância semelhante à maconha, outras porções fracionadas da droga e dinheiro em espécie.
De acordo com a Polícia Civil, o material encontrado seria destinado à comercialização. A investigação também apura a suspeita de que o candidato exerceria a função de armazenamento de entorpecentes para uma organização criminosa que atua na região.
Investigação eleitoral
Além da suspeita relacionada ao tráfico de drogas, a investigação conduzida no âmbito da Justiça Eleitoral apura possíveis ameaças contra eleitores e outros candidatos.
Segundo a Polícia Civil, as ameaças teriam ocorrido inclusive por meio das redes sociais e poderiam estar relacionadas a uma tentativa de interferir no livre exercício dos direitos políticos e na campanha eleitoral.
A polícia informou que as investigações continuam para esclarecer a participação do candidato nos fatos e identificar outros possíveis envolvidos.
Investigação continua
O material apreendido foi encaminhado para a delegacia da região para os procedimentos legais.
Até o momento, as acusações são objeto de investigação e o candidato é considerado suspeito. A apuração deverá esclarecer a eventual participação dele nos crimes investigados e a possível atuação de outras pessoas no esquema.
G1-RN
