O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ocupar a mesma cela em que esteve no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, no complexo da Papuda, em Brasília, caso o ministro Alexandre de Moraes decida encerrar a prisão domiciliar temporária humanitária concedida.
A decisão completa os 90 dias definidos na quarta-feira (24), pois começou a valer com a alta do ex-presidente do hospital onde ficou internado após sair da prisão.
O espaço na Papudinha tem uma área, quarto, banheiro e cozinha separados. Ele é destinado a militares, ex-militares e presos vulneráveis.
A unidade foi preservada pela Polícia Militar do Distrito Federal para eventual retorno de Bolsonaro. Ela é higienizada e tem roupa de cama lavada em dias definidos pelos responsáveis. Segundo militares ouvidos pela reportagem, o espaço foi reservado “por precaução”.
Apesar da reserva, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi alojado na mesma cela onde ficou Bolsonaro quando chegou à Papudinha. Com todas as outras lotadas, ele precisava de um espaço isolado para receber seus advogados em meio à negociação de uma proposta de delação premiada.
No mesmo local, mas em unidades separadas, estão o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques, também condenados no processo chamado de trama golpista.
