A decisão da Justiça que concedeu progressão de regime ao policial militar Pedro Inácio, condenado pela morte de Zaira Cruz, gerou reação da família da vítima. O réu deixou o sistema prisional nesta segunda-feira 16 após autorização para cumprir pena em regime semiaberto.
Em entrevista ao blog de Ismael Medeiros, a mãe da jovem, Ozanete Dantas, criticou a decisão. “Eu grito por justiça há quase sete anos. Como mãe, como mulher e como ser humano, fico muito chateada. Ele está solto e eu é quem estou condenada”, afirmou.
Justiça autorizou progressão mesmo com parecer contrário
A progressão foi concedida mesmo após manifestação contrária do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), que havia solicitado a realização de exame criminológico para avaliar se o condenado estava apto a deixar o regime fechado.
A defesa de Pedro Inácio argumentou que ele já cumpria os requisitos legais para a mudança de regime. Entre os pontos apresentados estão:
cumprimento da fração mínima da pena;
560 dias de remição;
bom comportamento carcerário;
ausência de faltas disciplinares.
O magistrado entendeu que os requisitos objetivos e subjetivos previstos na legislação foram atendidos e autorizou a progressão.
Caso ocorreu no carnaval de 2019 em Caicó
O crime ocorreu durante o carnaval de 2019, em Caicó, quando Zaira Cruz, de 22 anos, foi encontrada morta após desaparecer durante a festa.
O caso teve repercussão no Rio Grande do Norte e mobilizou a opinião pública.
Após a tramitação judicial, Pedro Inácio foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado e estupro.
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