Segundo as investigações, Jardel foi preso em Roraima em 2021 por recrutar adolescentes para uma facção criminosa, durante uma operação da Polícia Federal. À época, a apuração indicou que ele publicava fotos nas redes sociais fazendo um gesto com três dedos, em referência ao PCC. Atualmente, ele está solto.
Depois de preso, ele deu entrada no maior presídio do estado, a Penitenciária Agrícola do Monte Cristo (Pamc). Em 2022, foi julgado e condenado a oito anos em regime semiaberto.
Jardel recebeu o benefício da saída temporária em maio de 2023. Em outubro, não retornou à Pamc e, em dezembro, foi preso no município de Marabá, no Pará.
Relatórios de inteligência da época indicavam que “Dedel” atuava em bairros da zona Oeste de Boa Vista e frequentava o Conjunto Habitacional Vila Jardim. As apurações apontaram que ele se apresentava como representante da facção paulista e cobrava das chefes locais ações mais agressivas, incluindo a articulação de ataques contra autoridades do Judiciário, do sistema penal e integrantes das forças de segurança.
A delegada Layla Lima Ayub foi presa durante uma operação do Ministério Público de São Paulo que investiga a infiltração do crime organizado em estruturas do Estado. Segundo a investigação, ela mantinha vínculo pessoal e profissional com integrantes do PCC e teria exercido irregularmente a advocacia mesmo após tomar posse como delegada, em dezembro de 2025.
De acordo com o Ministério Público, Layla e Jardel são investigados pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça decretou a prisão temporária do casal e autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Pará.
Na cerimônia de posse da delegada, realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, Jardel Neto Pereira da Cruz apareceu ao lado dela. As investigações também apuram a compra de uma padaria na Zona Leste de São Paulo com dinheiro de origem ilícita, supostamente em nome de um “laranja”, para ocultar a real propriedade do negócio.
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