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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Blog JS News | GUERRA TOTAL! Qualquer agressão ao líder supremo do Irã será guerra total, diz presidente

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo (18) que qualquer agressão contra o líder supremo do país seria considerada uma "guerra total" contra o Irã.

O alerta é feito após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter pedido uma nova liderança para o Irã

"As dificuldades enfrentadas pelo povo iraniano hoje são, em grande parte, resultado da hostilidade de longa data e das sanções desumanas impostas pelos EUA e seus aliados", publicou Pezeshkian em sua conta no Facebook.

Ele acrescentou que qualquer agressão contra o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, "equivale a uma guerra total contra a nação".

No sábado (17), Trump pediu uma nova liderança para Teerã após Khamenei tê-lo chamado de "criminoso" por apoiar os protestos antigovernamentais.

Protestos antigoverno no Irã eclodiram no país no final de dezembro, em uma onda de agitação nacional que representa o maior desafio ao regime em anos.

Os protestos começaram como manifestações nos bazares de Teerã contra a inflação desenfreada, mas se espalharam pelo país e se transformaram em manifestações mais gerais contra o regime.

A situação foi agravada pela decisão do banco central de encerrar um programa que permitia a alguns importadores acessar dólares americanos mais baratos em comparação ao restante do mercado – o que levou lojistas a aumentarem os preços e alguns a fecharem suas portas, iniciando os protestos.

A decisão dos bazaaris, como são conhecidos, é uma medida drástica para um grupo tradicionalmente alinhado à República Islâmica.

O governo liderado por reformistas tentou aliviar a pressão ao oferecer transferências diretas de quase US$ 7 por mês, mas a medida não conseguiu conter a insatisfação.

As autoridades cortaram o acesso à internet e as linhas telefônicas na quinta-feira (8) – a maior noite de manifestações nacionais até agora – deixando o Irã praticamente isolado do mundo exterior.

Organizações de direitos humanos disseram que centenas de pessoas foram mortas desde o início dos protestos.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã se as forças de segurança responderem com força. O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, pediu a Trump que "foque em seu próprio país" e culpou os EUA por incitarem os protestos.

CNN Brasil | Christian Sierra, da CNN, contribuiu para esta reportagem