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sexta-feira, 3 de maio de 2024

Blog JS - Temporais no RS já deixaram até o início desta manhã (3), 32 mortos; situação de guerra no estado. Confira

O Rio Grande do Sul registrou, até o início desta sexta-feira (3), 32 mortes e 60 desaparecidos em razão dos temporais que atingem o estado desde a segunda (29). Diferente de 2023, quando a chuva foi isolada em algumas regiões – como o Vale do Taquari –, desta vez, o impacto ocorre sobre todo território gaúcho.

A Defesa Civil colocou a maior parte das bacias hidrográficas do estado com risco de elevação das águas acima da cota de inundação "Não é só pra quem está à margem do Rio Jacuí, à margem do Rio Taquari, enfim.

Outros rios, arroios e canais também sofrem essa essa interferência e é importante tomar cuidado nessas diversas localidades", diz o governador Eduardo Leite (PSDB), que já afirmou que o temporal é "o maior desastre do estado" e que o Rio Grande do Sul vive uma "situação de guerra".

O governo decretou estado de calamidade, situação que foi reconhecida pelo governo federal. Com isso, o estado fica apto a solicitar recursos federais para ações de defesa civil, como assistência humanitária, reconstrução de infraestruturas e restabelecimento de serviços essenciais.

A Defesa Civil afirma que além dos 32 mortos e 60 desaparecidos, 36 pessoas ficaram feridas. O órgão soma cerca de 14,8 mil pessoas fora de casa, sendo 4.645 pessoas em abrigos e 10.242 desalojados (na casa de familiares ou amigos).

Ao todo, 154 dos 496 municípios do estado registraram algum tipo de problema, afetando 71,3 mil pessoas."
As nossas projeções ainda indicam que ele vai ultrapassar a cheia de 1941, atingindo 5 metros no período do final da tarde de sexta-feira (3) também", diz Pedro Luiz Camargo, hidrólogo da Sala de Situação do RS.

Em 1941, uma enchente inundou Porto Alegre, provocando a construção de um sistema anticheias.

Enchentes no Guaíba
Forças de segurança, como bombeiros, Exército e agentes públicos do Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE), fecharam as comportas entre as Avenidas Mauá e Castello Branco, em Porto Alegre (SP), nesta quinta-feira, 2 de maio de 2024, por conta da cheia do Guaíba.

A região central de Porto Alegre é protegida por um sistema de diques, comportas e muros. No entanto, a região das ilhas, a Zona Sul da Capital e as cidades do outro lado da costa, como Barra do Ribeiro, Eldorado do Sul e Guaíba devem ser afetadas pela cheia.

G1

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