O deputado federal Rafael Motta (PSB) oficializou a candidatura ao Senado durante convenção do diretório estadual do Partido Socialista Brasileiro, na tarde de sábado (30). No evento de homologação do pleito, que ocorreu no ginásio do Colégio Hipócrates, na zona Norte de Natal, Motta disse que vem sendo subestimado e que desde o lançamento da pré-candidatura se mantém firme como postulante ao Senado. A cerimônia também foi marcada pelo anúncio do acordo com o Avante-RN para integrar a coligação de Motta.
O deputado federal também aproveitou para reiterar o apoio à chapa formada entre Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) à Presidência da República, além de reafirmar apoio à reeleição da governadora Fátima Bezerra (PT). Ele disse que é o único representante da candidatura de Lula no Rio Grande do Norte. “Rafael Motta vai ser o senador para ajudar Lula em Brasília. Bolsonaro é de um partido e esse partido tem um candidato no Rio Grande do Norte. O outro é o candidato é o candidato de Ciro, mas esse jovem aqui de 35 anos é do PSB de Alckmin, que é o vice de Lula”, afirmou Rafael Motta.
Marcado para começar às 13h, Rafael só subiu ao palco para falar aos apoiadores por volta das 16h30. Motta se dirigiu aos militantes após a oficialização de todos os candidatos da legenda e aproveitou para alfinetar seus dois principais concorrentes ao Senado: o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT) e o ex-ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho. O candidato disse que os dois “não representavam o desejo do povo” e que eram “dois bolsonaristas”.
No entanto, durante a maior parte de sua fala, o candidato se mostrou incomodado por ter, segundo ele, a pré-candidatura desacreditada. “Rafael Motta foi muito subestimado, mas estamos aqui firmes na luta”, pontuou. Ele ainda falou para os militantes que está confiante na vitória, apesar da “falta de apoio político”. “Eu esperava, como eu vi em alguns blogs, que eu poderia ser o mico das eleições. Que Rafael Motta viria para a sua convenção para anunciar que voltaria a ser candidato a deputado federal, que Rafael Motta não tinha grandes alianças, não tinha partidos políticos”, disparou.
Nos últimos meses, Rafael Motta foi alvo de declarações de opositores a sua candidatura e da própria governadora Fátima Bezerra, a qual Motta anunciou “apoio irrevogável”. Em encontro do Partido dos Trabalhadores no fim de maio, a chefe do Executivo estadual classificou a decisão de Motta em concorrer ao Senado como “extemporânea”, alegando que a candidatura poderia beneficiar Rogério Marinho. Fátima fechou aliança com o também candidato ao Senado Carlos Eduardo, na chapa majoritária do PT.
Mais recentemente, Motta e o atual senador Jean-Paul Prates (PT) trocaram farpas nas redes sociais após o petista também criticar a posição de Motta. Em determinado momento da convenção, Motta disse que usaria o microfone para desabafar. “Não tenho a totalidade de prefeitos do Rio Grande do Norte, não tenho a totalidade de vereadores, mas Rafael Motta tem algo que eles não têm: o povo do meu Rio Grande do Norte. Assim como em 2018, falaram que esse jovem aqui só ia ter um mandato e eu calei a boca de um monte de gente”, disse.
Fonte: Tribuna do Norte
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