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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Blog JS - RACHADINHAS! A pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a Receita Federal mobilizou cinco servidores para fazer uma investigação com o objetivo de encontrar provas de vazamentos de informações fiscais do parlamentar. Confira

A pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a Receita Federal mobilizou cinco servidores para fazer uma investigação com o objetivo de encontrar provas de vazamentos de informações fiscais do parlamentar. Mas eles não acharam nada que embasasse as alegações do senador de que as investigações das "rachadinhas" foram baseadas em dados ilegalmente vazados.

A informação foi publicada pelo jornal "Folha de S.Paulo", que acessou documentos da apuração da Receita através da Lei de Acesso à Informação. Posteriormente, o g1 também teve acesso ao material.

Filho do presidente Jair Bolsonaro ,Flávio Bolsonaro é acusado pelo Ministério Público de comandar um esquema de "rachadinhas" quando era deputado estadual. Ele argumenta que teve dados fiscais vazados irregularmente de dentro da Receita. Por isso, segundo o parlamentar, as denúncias contra ele seriam fundamentadas em procedimentos ilegais.

"Rachadinha" é uma prática irregular, que consiste em contratar servidores públicos mediante a imposição de ficar com parte do salário deles. De acordo com o Ministério Público, um esquema assim ocorreu no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

As denúncias envolvendo Flávio Bolsonaro começaram a ganhar repercussão em dezembro de 2018, quando um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentações financeiras suspeitas por parte de Fabrício Queiroz, assessor de Flávio e amigo da família Bolsonaro.

Desde então, o senador, que nega as acusações, busca invalidar as investigações.

Flávio e seus advogados, em agosto de 2020, enviaram um pedido ao então secretário da Receita, José Barroso Tostes Neto. Com "máxima urgência", o senador queria "nome, CPF, qualificação e unidade de exercício/lotação" de auditores da Receita que desde 2015 acessaram seus dados fiscais, os da sua mulher e de empresas ligadas a eles.

O senador alegava que seus dados haviam sido consultados e vazados de forma ilegal por servidores da Receita do Rio.

Dois meses depois, em outubro daquele ano, a Receita montou a comissão de cinco servidores que deveriam procurar indícios de vazamento ou consultas ilegais aos dados de Flávio.

A comissão teve prazo inicial de 180 dias. Em fevereiro de 2021, apresentou um relatório dizendo que as alegações do senador e sua defesa não têm procedência.

"De acordo com o resultado das investigações, foi possível verificar que nenhuma das alegações contidas na notícia divulgada na imprensa, assim como no próprio requerimento do senador Flávio Nantes Bolsonaro encontrou aderência à realidade dos fatos apurados, não se vislumbrando, por ora, indícios de eventual autoria e materialidade de possíveis ilícitos administrativos", escreveu a comissão.

Investigações de rachadinha

Em dezembro de 2018, ganhou repercussão, a partir de reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontando como suspeitas movimentações financeiras de Fabrício Queiroz, amigo de Jair Bolsonaro e assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj.

Foi nessa época, segundo Waldyr, que Jair Bolsonaro tomou conhecimento do esquema que, segundo o conselheiro do presidente, foi comandado por Ana Cristina.

Desde então, investigações sobre as rachadinhas têm sido um desgaste político para o presidente e a família.

O senador Flávio Bolsonaro é apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como chefe de uma organização criminosa que atuou em seu gabinete no período em que ele foi deputado estadual, de 2003 a 2018.

O agora senador nega as acusações, diz ser vítima de perseguição e critica o vazamento das informações, que estão em um processo que corre em segredo de Justiça.

A estimativa é que cerca de R$ 2,3 milhões tenham sido movimentados em "rachadinha" no gabinete.

Segundo promotores, a organização criminosa existiu “com alto grau de permanência e estabilidade, entre 2007 e 2018, destinada à prática de desvio de dinheiro público e lavagem de dinheiro”.

Queiroz, apontado como o operador do esquema, foi preso em junho de 2020. Ele foi solto em março de 2021.

G1

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