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quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

BLOG JS - JÁ PENSOU! Com maior salário entre as capitais brasileiras, vereadores de Natal aprovam pagamento de férias e auxílio saúde a partir de 2022; enquanto isso pessoas passam fome e vivem nos sinais de trânsito da capital Potiguar pedindo esmola.

Os projetos foram votados em regime de urgência na terça-feira (28) e na quarta-feira (29), respectivamente. No caso do auxílio saúde, o benefício também deverá atender aos servidores da Casa.

Em nota a Câmara afirmou que "a votação das matérias seguiu o que preceitua a Lei Orgânica do município e o Regimento Interno da Câmara Municipal de Natal. O projeto para auxílio-saúde aprovado está previsto para os servidores da Casa e foi uma adaptação à Camara de Natal dos mesmos projetos de lei já aprovados por instituições como Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado".

Em posicionamento enviado ao g1 no dia 27 de dezembro, sobre o aumento dos salários dos parlamentares em janeiro, a Casa afirmou: que seguiu o que determina a Constituição.

Salário dos vereadores das capitais

CapitalEstadoSalário em Jan/21Salário em Jan/22
AracajuSER$ 18.991,68R$ 18.991,68
BelémPAR$ 15.031,76R$ 15.031,76
Belo HorizonteMGR$ 18.402,02R$ 18.402,02
Boa VistaRRR$ 15.512,50R$ 15.512,50
Campo GrandeMSR$ 18.991,68R$ 18.991,68
CuiabáMTR$ 15.100,00R$ 18.991,18
CuritibaPRR$ 15.594,73R$ 15.594,73
FlorianópolisSCR$ 15.193,35R$ 15.193,35
FortalezaCER$ 16.393,00R$ 18.196,23*
GoiâniaGOR$ 15.634,64R$ 15.634,64
João PessoaPBR$ 15.000,00R$ 15.000,00
MacapáAPR$ 12.000,00R$ 12.000,00
MaceióALR$ 15.031,76R$ 15.031,76
ManausAMR$ 15.031,76R$ 15.031,76
NatalRNR$ 17.000,00R$ 19.533,24
PalmasTOR$ 12.661,13R$ 12.661,13
Porto AlegreRSR$ 14.573,78R$ 14.573,78
Porto VelhoROR$ 13.951,75R$ 13.951,75
RecifePER$ 18.980,00R$ 18.980,00
Rio BrancoACR$ 12.025,41R$ 12.025,41
Rio de JaneiroRJR$ 18.991,68R$ 18.991,68
SalvadorBAR$ 18.732,56R$ 18.732,56
São LuísMAR$ 15.000,00R$ 15.000,00
São PauloSPR$ 18.991,68R$ 18.991,68
TeresinaPIR$ 18.881,22R$ 18.881,22
VitóriaESR$ 8.966,27R$ 8.966,27
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Auxílio saúde

O Projeto de Lei nº 833 de 2021, que garante auxílio saúde a todos os servidores da Câmara foi apresentado pela Mesa Diretora da Câmara no dia 27 de dezembro, lido em plenário no dia 28 e aprovado nesta quarta-feira (29) em regime de urgência - no mesmo dia em que o parlamento aprovou a Lei Orçamentária de 2022.

De acordo com o sistema da Casa, o texto foi encaminhado nesta quinta-feira (30) para redação final.

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O texto do projeto afirma que o auxílio-saúde tem finalidade de assegurar ao agente público ativo o ressarcimento parcial do valor gasto com planos ou seguros privados de assistência à saúde. Ele será concedido em forma de reembolso ao interessado que comprovar contratação particular de plano ou seguro de assistência à saúde.

Ainda segundo o projeto, o auxílio será pago mensalmente no contracheque dos servidores e ainda vai ser regulamentado por ato da Mesa Diretora, que deverá estabelecer o valor a ser ressarcido. A lei entra em vigor a partir de 1º de janeiro.

Terço de férias

Já o Projeto de Lei nº 314, que trata do terço de férias, foi apresentado ainda em 2018 e tinha sido movimentado pela última vez em janeiro de 2020, quando foi enviado para secretaria legislativa.

Porém, na terça-feira (28) o projeto foi colocado em pauta e votado em regime de urgência, sendo aprovado pelos parlamentares.

O texto prevê que os agentes políticos terão férias anuais de 30 dias com pagamento do terço de férias. Como o valor do salário é de R$ 19.533,24, o terço será de R$ 6.511. O impacto do pagamento para os 29 vereadores será perto de R$ 189 mil anuais.

Porém em 25 de novembro de 2021, o TCE determinou que a Câmara Municipal de Natal não aumentasse os salários dos vereadores em janeiro. A Primeira Câmara do TCE considerou que o reajuste é irregular porque a lei municipal teria sido editada após a data limite prevista pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

No último dia 20 de dezembro, uma decisão liminar da Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) a determinação do Tribunal de Contas do Estado.

Para o o desembargador plantonista Cláudio Santos, que atendeu ao pedido da Câmara, o ato normativo tem como constituintes o parlamento e o prefeito, sendo essencial a presença do chefe do Poder Executivo Municipal nos autos administrativos para a continuidade do feito e a observância do devido processo legal. Segundo a decisão, essa situação não foi observada pela 1ª Câmara de Contas do TCE, gerando nulidade da determinação.

A decisão do TCE ficou suspensa até o julgamento do mérito.

G1-RN 

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