Em um trabalho louvável de jornalismo investigativo, a revista Crusoé deste fim de semana revela a estarrecedora história da mesada de R$ 100 mil que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, recebe desde 2015 de sua mulher.
Seriam R$ 4,5 milhões desde então.
A história é um escândalo.
Crusoé conta a partir da movimentação da conta, no Banco Mercantil do Brasil, que é feita por procurador, a qual é pessoa lotada no gabinete de Toffoli. Alguém que ganha dinheiro público, portanto, se encarrega de gerir despesas pessoais do ministro.
Isso é só a ponta.
CrusoÉ faz a evolução do tempo para explicar que o dinheiro tem origem no escritório do qual Dias Toffoli saiu para assumir o STF. A banca ficou apenas com sua mulher. É inadmissível que um ministro do STF receba dinheiro que tem origem em banca de advocacia.
Dos R$ 100 mil mensais, R$ 50 mil são transferidos todos os meses para Toffoli pagar pensão alimentícia à ex-mulher, valor bem superior até ao salário de R$ 33 mil que o ministro recebe.
O mais intrigante é que técnicos do Banco Mercantil viram indícios de ilegalidade a partir, pelo menos, de lavagem de dinheiro e iriam acionar o Coaf, mas foram detidos pela direção do banco.
Em um país sério, a essa altura, Toffoli não seria mais ministro do STF.