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29 de julho de 2017

ABSURDO:PARECE PIADA MAIS NÃO É, STF DETERMINOU QUE FURTO DE CELULARES COM VALOR MÍNIMO DE R$500 ESTÁ LIBERADO.CONFIRA.

O entendimento dos ministros do STF, de acordo com o “princípio da insignificância”, é que roubos de pequena monta não são motivo de punição ou busca da Justiça.Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram aplicar o princípio da insignificância para casos de furtos de celulares de valor máximo de R$ 500 e que não apresentaram ameaças ou violência à vítima.

De acordo com a revista Consultor Jurídico, o entendimento da suprema corte partiu da 2ª Turma do STF, após um julgamento no último mês de maio de um homem que furtou um aparelho celular no valor de R$ 90 em Minas Gerais.De acordo com o site do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o princípio de insignificância ou bagatela descriminaliza determinados atos por acreditar que o direito penal não pode julgar condutas em que “o resultadonão é suficientemente grave a ponto de não haver necessidade de punir o agente, nem de se recorrer aos meios judiciais”.

O professor doutor em DireitoPenal da Universidade Federal do Ceará (UFC), Daniel Maia, explica que a suprema corte só fez confirmar o entendimento compartilhado pelos outros tribunais há anos. Mas não são todos os furtos de celularque se enquadram nesse princípio.

É preciso atender alguns requisitos estabelecidos pela Justiça. “O crime não pode ter tido violência nem grave ameaça. A ação deve ter sido cometida contra o patrimônioe o responsável pelo ato não pode ser reincidente”, explicou Daniel.

Ele acrescenta também que ovalor do aparelho estabelecido pela Justiça de R$ 500 trata-se de um referencial. Cabe a Justiça avaliar as condições financeiras de cada vítima. Por exemplo: se a vítima tiverum celular no valor de R$ 500e a sua renda for de um salário mínimo, o princípio não se aplica.

“O princípio não estabelece um percentual fixo de quanto custa a insignificância, devendo isso ser analisado caso a caso pela Justiça, inclusive levando em consideração o potencial econômico da vítima”, esclarece Maia.
Fonte:Tribuna do Ceará.
POR:JSBLOGUEIRO.

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