O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu início nesta quarta-feira, após o feriado de Cinzas, aos depoimentos do herdeiro da Construtora Norberto Odebrecht, Marcelo, e aos demais delatores envolvidos no repasse de propina ao presidente de facto, Michel Temer.
A chapa formada pela presidenta cassada Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB), articulador do golpe de Estado, em curso.Marcelo Odebrecht que, nesta quarta-feira, presta novo depoimento, incrimina Michel TemerUm processo no TSE apura se a dupla cometeu abuso de poder político e econômico nas eleições presidenciais de 2014.
A ação tem o poder de afastar Temer do Palácio do Planalto e tornar Dilma inelegível para qualquer cargo público, por uma década.Na lista, o primeiro escolhido para falar foi Marcelo Odebrecht, na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), em Curitiba. Benedicto Barbosada Silva, ex-presidente da construtora Odebrecht, e Fernando Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, prestarão depoimento na quinta-feira, no Rio de Janeiro.
Na segunda-feira deporão, em Brasília, os ex-diretores de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho e Alexandrino Alencar.O relator da ação de investigação judicial eleitoral (AIJE), ministro Herman Benjamin, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, estará presente em todas as fases do processo. Herman visa enriquecer o seu relatório, em fase final, no qual pede a cassação da chapa vitoriosa em 2010 e 2014.
Caixa 2 A inclusão dos depoimentos, que atingem frontalmente o governo Temer, no entanto, tende a esticar o julgamento do caso. Depois que os delatores forem ouvidos e entregado o esquema corrupto na campanha do peemedebista, a defesa terá direito de convocar testemunhas para contrapor os relatos, o que consumirá alguns meses, dizem advogados próximos ao caso.Marcelo Odebrecht, em outros depoimentos, revelou o repasse de cerca de R$ 30 milhões à chapa Dilma-Temer, em 2014.
O dinheiro, segundo os delatores, foram usados para comprar apoio de integrantes do PMDB, PRB, PROS, PCdoB, PP e PDT. O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, é citado na delação de Alexandrino como um daqueles que negociou repasse de R$ 7 milhões do caixa 2 da empresa para o PRB. Pereira nega, como de resto negam também os demais acusados.Inicialmente, o ministro Herman Benjaminhavia solicitado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a autorização para ouvir três relatores – Marcelo Odebrecht, Cláudio Melo Filho e Alexandrino Alencar.
O próprio Janot, no entanto, sugeriu que fossem ouvidos Benedicto Barbosa da Silva e Fernando Reis, afirmando que eles também relataram fatos relacionados à campanhade 2014.Quanto aos novos depoimentos, a defesade Dilma Rousseff afirmou que não tem “nada a temer”. O Palácio do Planalto disse que não se manifestaria sobre o assunto. A defesa de Michel Temer também não se manifestou sobre o caso.
Fonte:TopBuzz.
Por:JSBLOGUEIRO.
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