Operação Sine Mora cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e afastou cinco servidores do Hospital Walfredo Gurgel. Não houve prisões.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, nesta quarta-feira (7), mandados de busca e apreensão em endereços ligados a dois vereadores durante uma operação que investiga a possível venda irregular de acesso a exames de imagem no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal.
A ação faz parte da Operação Sine Mora, que cumpriu ao todo 15 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou medidas cautelares contra sete investigados, incluindo o afastamento preventivo de cinco servidores efetivos do hospital.
Segundo a investigação, funcionários da unidade são suspeitos de facilitar o acesso ou antecipar exames, como tomografias e radiografias, mediante possível pagamento de vantagens indevidas.
Um dos alvos foi a vereadora Carol Pires, de Parnamirim. Policiais cumpriram um mandado de busca em sua residência. O outro alvo foi o vereador Percivaldo Júnior, de Poço Branco. O mandado relacionado a ele foi cumprido em uma residência localizada em Ceará-Mirim, na Grande Natal.
Até o momento, não houve prisão dos dois vereadores.
Carol Pires afirmou que foi surpreendida pela diligência e que ainda não havia tido acesso aos autos da investigação. Segundo sua defesa, a vereadora colaborou com as autoridades e entregou voluntariamente seu celular e a senha para análise.
Percivaldo Júnior também negou participação ou envolvimento com os fatos investigados. A defesa afirmou que busca acesso integral aos autos e destacou que o cumprimento de uma medida de investigação não representa, por si só, conclusão sobre eventual responsabilidade.
A investigação começou após informações encaminhadas pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). De acordo com a apuração, foram identificadas inconsistências entre registros de entrada de pacientes e exames realizados, além de procedimentos que teriam ocorrido fora do fluxo regular do hospital.
Além do afastamento dos cinco servidores, os investigados também estão sujeitos a outras medidas cautelares, como proibição de acesso ao hospital e de contato com testemunhas.
A investigação continua e os materiais apreendidos durante a operação deverão ser analisados pela Polícia Civil.
Fonte: g1 RN






